sábado, 25 de julho de 2015

Sistema computacional seleciona plantas pela qualidade

Com informações da Agência Fapesp - 20/07/2015

Sistema automatizado para seleção de plantas pela qualidade
Um dispositivo eletromecânico recebe a classificação de cada muda feita pelo software e direciona cada uma com um sistema de ar comprimido.[Imagem: MVisia/Divulgação]
Seleção de plantas pela qualidade
Uma empresa incubada no Cietec, da Universidade de São Paulo (USP), criou um sistema computacional capaz de analisar imagens de mudas de plantas e classificá-las de acordo com seu nível de qualidade.
Hoje essa seleção é feita manualmente por funcionárias, que escolhem intuitivamente as mudas que parecem melhores e que merecem ir para cultivo nas estufas. Mas o sistema de visão artificial obtém um índice de acerto significativamente superior.
"A partir das fotos das mudas, nosso sistema identifica um conjunto de parâmetros que possibilita classificá-las com até 80% de acerto", disse o engenheiro Luiz Lamardo Silva, sócio fundador da MVisia, atualmente incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec).
O sistema já está sendo utilizado para classificar mudas de plantas ornamentais, mas pode ser configurado para reconhecer outros tipos de plantas. "O produtor ficou bastante satisfeito com o resultado alcançado. A taxa de acerto de 80% foi um salto de qualidade em seu sistema operacional", disse Luiz.
Classificação automatizada de plantas
Para alcançar esse patamar, os engenheiros usaram como referência um conjunto de 300 mudas, classificadas por um especialista em quatro subconjuntos de 75 unidades.
Cada muda foi fotografada duas vezes e, das 600 imagens resultantes, técnicas computacionais permitiram extrair 26 parâmetros definidores de qualidade. Uma filtragem para a remoção de atributos irrelevantes ou redundantes reduziu o número de parâmetros para 11. E, com base neles, foi construído o software final.
A pesquisa mostrou que é viável realizar a classificação de plantas por meio de técnicas de visão computacional e inteligência artificial. E a comparação de diferentes técnicas permitiu encontrar e combinar aquelas mais adequadas para a tarefa.
A equipe está trabalhando agora na adaptação do sistema para a seleção de mudas de eucalipto.

E se o aquecimento global não for causado pelo CO2?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/07/2015

Aquecimento global foi causado por CFCs e já acabou, defende cientista
Para o pesquisador, o aquecimento global já acabou porque ele foi causado pelos mesmos gases que destruíam a camada de ozônio. [Imagem: Qing-Bin Lu]
Salvem o CO2
"Os clorofluorocarbonos (CFCs) são os grandes culpados pelo aquecimento global desde os anos 1970, e não o dióxido de carbono (CO2).
"E como a concentração de CFCs na atmosfera terrestre caiu desde o Protocolo de Montreal, o aquecimento global é coisa do passado, ainda que o CO2 continue a aumentar."
Estas alegações surpreendentes estão sendo feitas por uma equipe da Universidade de Waterloo, no Canadá.
"O pensamento convencional diz que a emissão de gases não-CFC produzidos pelo homem, como o dióxido de carbono, tem sido a maior indutora do aquecimento global. Mas analisamos dados desde a Revolução Industrial que mostram de forma convincente que o entendimento convencional está errado," afirmou Qing-bin Lu em uma nota anterior emitida pela universidade de Waterloo. "De fato, os dados mostram que os CFCs atuando em conjunto com os raios cósmicos causaram tanto o buraco de ozônio polar como o aquecimento global."
O professor Qing-Bin Lu, coordenador do trabalho, conseguiu agora lançar um livro com a descrição de sua teoria e com todos os dados que a fundamentam.
Raios cósmicos, elétrons e CFCs
Qing-Bin Lu e seus colegas propõem, com base em dados reais, que os elétrons decorrentes dos raios cósmicos desempenham um papel fundamental no disparo de reações que destroem a camada de ozônio. Eles chamam o processo de "Mecanismo das Reações Induzidas por Elétrons Derivados dos Raios Cósmicos", simplificado na sigla CRE, para a expressão em inglês cosmic ray electrons.
A equipe desenvolveu então, com base nessas reações, um modelo de previsão muito mais simples do que os modelos usados pelos cientistas do IPCC, por exemplo - e o modelo simplificado apresentou uma capacidade preditiva impressionante.
A teoria CRE estabelece que existem variações cíclicas de 11 anos - o mesmo período dos ciclos solares - na perda de ozônio polar e no resfriamento estratosférico associado com essa perda, ambos confirmados por dados recolhidos sobre a Antártida nas últimas décadas.
Surpreendentemente, também foi observada uma correlação linear quase perfeita, com um coeficiente de até 0,98, entre os CFCs e a temperatura média da superfície da Terra.
Aquecimento global foi causado por CFCs e já acabou, defende cientista
A capacidade preditiva do modelo de Lu é impressionante. [Imagem: Qing-Bin Lu]
"Aquecimento global já acabou"
Apesar de usar zero ou poucos parâmetros, o modelo desenvolvido pela equipe tem mostrado excelentes concordâncias com os dados observacionais da camada de ozônio e da temperatura da superfície, com uma precisão próxima aos 90%.
Por exemplo, com respeito ao aumento da temperatura média global do período 1950-1975, o aumento previsto pelo modelo para o ano de 2014 era de 0,620º C, e o acréscimo real observado foi de 0,623º C.
"Meus cálculos do efeito estufa induzido pelos CFCs mostram que houve um aquecimento global de cerca de 0,6º de 1950 a 2002, mas a Terra tem de fato esfriado desde 2002. A tendência de resfriamento deverá continuar nos próximos 50 a 70 anos conforme a quantidade de CFCs na atmosfera continua a cair," disse Lu.
Os dados se mantêm mesmo com a tendência de aumento da quantidade de CO2 na atmosfera. Por outro lado, recentemente foram identificados novos gases que ameaçam a camada de ozônio.
Hiato sem fim
A queda na temperatura média global da Terra - o chamado hiato do aquecimento global - tem sido uma pedra no sapato do IPCC e tem dificultado o trabalho de convencimento que os climatologistas tentam fazer com os políticos em busca de ações para tentar reverter as mudanças climáticas.
Recentemente, um trabalho publicado na revista Science por pesquisadores da Universidade de Washington defendeu que o aquecimento global só voltará em 15 ou 20 anos - se os cálculos de Lu estiverem corretos, talvez ele nem mesmo volte.
Bibliografia:

New Theories and Predictions on the Ozone Hole and Climate Change
Qing-Bin Lu
World Scientific
http://www.worldscientific.com/worldscibooks/10.1142/9286

USP apresenta caminhão sem motorista feito no Brasil

Com informações da Agência USP - 22/07/2015

USP apresenta caminhão autônomo feito no Brasil
O projeto está sendo desenvolvido em colaboração com a montadora Scania. [Imagem: Paulo Arias/Agência USP]
Piloto automático para caminhões
Engenheiros da USP em São Carlos (SP) apresentaram o primeiro protótipo de um caminhão autônomo totalmente desenvolvido por pesquisadores brasileiros.
A tecnologia aplicada no veículo, um caminhão Scania G360 6×4, é fruto do convênio de cooperação tecnológica firmado em 2013 entre a montadora sueca, a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC).
Apesar de ainda se tratar de um protótipo, que circula apenas em uma área restrita dentro do campus da universidade, os resultados obtidos projetam um futuro promissor para os caminhões autônomos.
Operações confinadas em áreas como portos, aeroportos, fábricas ou minas, além de roteiros predefinidos, poderão utilizar essa solução em benefício da produtividade e segurança. "O sistema autônomo não vai substituir os motoristas, mas foi criado para ajudá-los a cumprir suas tarefas com mais segurança e tranquilidade", disse o professor Denis Wolf.
No transporte rodoviário, por exemplo, com um simples toque em um botão o sistema autônomo poderá assumir o controle do caminhão durante parte do trajeto, solicitando que o motorista volte a assumir o comando ao entrar em uma cidade, onde o trânsito é mais complicado.
Caminhão autônomo
O caminhão recebeu diversos itens para que o sistema autônomo pudesse controlar todos os movimentos. Foram acoplados servomotores que atuam no volante e nos freios, além da instalação de um circuito eletrônico no comando do acelerador para que seja possível controlar a velocidade do caminhão. Não foi preciso realizar nenhuma outra alteração no trem de força do veículo, pois o caminhão já dispõe de câmbio automático.
"Substituímos os pés e as mãos do motorista por sistemas de atuação mecânica e eletrônica. Depois, colocamos sensores para que atuassem como os olhos e os demais sentidos dos seres humanos. Mas a tarefa mais difícil é substituir nosso cérebro por meio de um computador", conta Wolf.
Um computador ligado a todos os sistemas do caminhão é responsável por captar as informações dos sensores, sistema GPS, interpretá-las e realizar o comando correto para a manobra - acelerar, fazer uma curva e frear.
Os pesquisadores procuraram soluções de baixo custo, para viabilizar uma possível aplicação comercial do projeto. Dessa forma, eles dispensaram o uso de sensores a laser, que onerariam muito o projeto, e optaram por empregar radares para detectar obstáculos e um par de câmeras, localizadas na parte frontal do caminhão. Essas câmeras imitam a atuação do olho humano, captando duas imagens, o que possibilita estimar a profundidade e a forma dos objetos (um semáforo, por exemplo). Há, ainda, antenas de GPS no topo da cabine, além de um sensor na barra de direção, que registra qualquer movimento no volante.
USP apresenta caminhão autônomo feito no Brasil
Antes de ir para o cérebro do caminhão, os programas são testados em um simulador. [Imagem: Paulo Arias/Agência USP]
Cérebro do caminhão
O maior desafio, contudo, foi desenvolver programas de computador capazes de interpretar as informações dos sensores.
"As câmeras registram apenas cores, precisamos criar programas extremamente complexos para interpretar se o que está naquela imagem é um carro, uma pessoa, uma árvore ou a rua", diz o professor. Outro problema é que essa interpretação precisa ser realizada de forma extremamente rápida: "O sistema tem centésimos ou até milésimos de segundo para entender o que está acontecendo, planejar o que deve fazer e executar essa ação."
Para maior segurança, antes de serem instalados no computador embarcado no caminhão, os programas são testados em um simulador virtual.
"Essa ferramenta é fundamental para o projeto, pois facilita a logística e acelera o processo de testes. No laboratório, podemos reproduzir situações de risco alto, como a fechada de outro veículo ou o aparecimento inesperado de um obstáculo na via", relata o professor.
A equipe já está testando também um automóvel sem motorista nas ruas de São Carlos, além de desenvolver veículos autônomos para terrenos não estruturados, para andar em lavouras ou campos de golfe, por exemplo.

A nanotecnologia que controla o cérebro com luz

A nanotecnologia que controla o cérebro com luz
Cada nanossonda possui quatro compartimentos com drogas para interagir com os neurônios. Os comandos são enviados por uma conexão de infravermelho, semelhante à de controles remotos de TV. [Imagem: Alex David Jerez Roman/Jeong Lab]
Nanossonda
O andar de um camundongo foi controlado por uma conexão sem fios, com os pesquisadores determinando se ele deveria virar à direita ou à esquerda pressionando botões de um controle remoto.
Isto foi possível graças a um implante neural que pode ser controlado remotamente, liberando substâncias que acionam ou desativam os neurônios no cérebro do animal.
"Nós usamos estratégias de nanomanufatura para fabricar um implante que nos permite penetrar profundamente no cérebro do animal com um mínimo de dano," disse o professor John Rogers, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores usam sondas optogenéticas ou tubos metálicos para monitorar e controlar o cérebro de cobaias em estudos de diversas condições de saúde humana, como a depressão, vícios e dores crônicas. Mas as sondas neurais existentes até agora mantêm o animal preso a cabos ou fibras ópticas, limitando o valor das observações.
Neurociências abertas
A nanossonda, com 500 micrômetros de comprimento por 80 micrômetros de espessura, usa canais fluídicos controlados por luz para liberar no cérebro as drogas que controlam os neurônios.
O aparato de transmissão sem fios é montado externamente, sobre o crânio do animal, mas é pequena o suficiente para não atrapalhar seus movimentos ou alterar seu comportamento. A central de controle funciona a até um metro de distância do animal.
Cada sonda possui espaço para até quatro drogas diferentes, cada uma controlada por um nanoLED, permitindo múltiplos experimentos com cada implante.
No artigo descrevendo a nanossonda, os pesquisadores divulgaram todas as instruções necessárias para que outras equipes construam suas próprias sondas neurais wireless.
"Uma ferramenta somente é boa se for usada. Nós acreditamos que uma abordagem aberta e coletiva para as neurociências é um excelente caminho rumo ao entendimento dos circuitos cerebrais normais e saudáveis," disse o professor Michael Bruchas, membro da equipe.
Bibliografia:

Wireless Optofluidic Systems for Programmable In Vivo Pharmacology and Optogenetics
Jae-Woong Jeong, Jordan G. McCall, Gunchul Shin, Yihui Zhang, Ream Al-Hasani, Minku Kim, Shuo Li, Joo Yong Sim, Kyung-In Jang, Yan Shi, Daniel Y. Hong, Yuhao Liu, Gavin P. Schmitz, Li Xia, Zhubin He, Paul Gamble, Wilson Z. Ray, Yonggang Huang, Michael R. Bruchas, John A. Rogers
Cell
Vol.: In Press
DOI: 10.1016/j.cell.2015.06.058

Campus Party Recife 2015 é palco de tecnologia e empreendedorismo

Waldelúcio Barbosa - direto de Recife
Um dos maiores e mais importantes eventos na área de tecnologia do país, que conta com mais de 400 horas de duração, super estrutura com 9 palcos, mais de 4 mil participantes em uma programação com palestras, oficinas e workshops de grandes nomes nacionais e internacionais acontece até o próximo domingo (26), em Recife, Pernambuco, a Campus Party Recife 2015. O evento tem como marca registrada a troca de boas ideias na área de tecnologia, ciência e empreendedorismo.
A edição deste ano trouxe a temática inovação em cidades inteligentes, segurança, educação e hack cidadão com foco para os negócios. O evento homenageou os 150 anos do livro “Da Terra à Lua”, de Julio Verne.

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Piauienses participam da Campus
Um grupo composto por 25 estudantes do curso em Técnico de Administração,  do Instituto Federal do Piauí (IFPI), campus Oeiras, Picos e Floriano, participaram do evento pela primeira vez. Segundo o professor Eduardo Valter, a ideia de levar os alunos foi para que eles pudessem ter contato direto com a tecnologia e empreendedorismo, já que estão interligadas e como eles podem levar exemplos de sucesso para serem aplicado no dia a dia.
“Essa é uma forma de incentivarmos nossos alunos para que eles possam viver novas experiências e tenham condições necessárias de montar o seu próprio negócio baseado em tecnologia. Essa é a primeira vez que vem uma comitiva do Piauí para participar de todos os dias do evento e poder desenvolver novas ideias e crescer tanto como individuo e profissionalmente”, afirmou o docente.
Ele acrescenta que quatro alunos da turma de Picos apresentou o aplicativo “My Class” (Minha Classe), que é uma ferramenta que visa ajudar os professores a planejar as aulas e fazer uma avaliação qualitativa dos alunos em vista que, o software  permite com que ele reúna as informações do aluno individualmente.

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A estudante piauiense Arlete Sepúlveda, disse que a participação da sua turma foi para conseguir absorver novos conhecimentos, além de poder repassar o que foi adquirido para os demais estudantes da instituição. “Aqui nós temos um aprendizado amplo em que podemos aplicar em novas pesquisas, além de poder compartilhar para o maior número de pessoas”, declarou.
A professora Marina Silva, que também acompanha os alunos afirmou que além da troca de experiências o evento passa a ser uma aula expositiva, pois eles passam a ver projetos sendo desenvolvidos na prática já que área é muito voltada para as teorias e quando o estudante tem a oportunidade de passar por uma experiência como essa, ele começa a interagir com o mundo real dos projetos.
“Esse aluno passa a conhecer na prática e ter experiências que irão permitir com que ele aprenda modos de gerir negócios e quando é um evento voltado a tecnologia se torna ainda mais importante, pois vivemos em um mundo que converge para essa temática, então esse evento traz novas perspectivas ao nossos alunos”, pontuou.
As estudantes do campus de Picos, Anizia de Oliveira, 24 anos e Maria da Guia, 19, revelam que essa prática é fundamental para a suas vidas profissionais e se encantaram com o mundo vivido na Campus Party. A oportunidade de participar do evento foi proporcionada pelo IFPI que disponibilizou um ônibus e acomodação da turma através de recursos do Governo Federal.

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Durante a coletiva de imprensa na abertura do evento, o presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia, lembrou o ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo, no dia 13 de agosto de 2014, em Santos (SP), como um grande incentivador para que o evento fosse realizado em Recife e que atualmente se tornou um grande acontecimento nacional. Ele ressaltou a implantação do 1º Fórum Brasileiro de Cidades Inteligentes e Humanas, em que a comunidade europeia decidiu investir em tecnologia e em gestão pública em 10 cidades do Brasil. “O tema é de fundamental importância e por isso não poderíamos deixar de trazer para o evento deste ano em que vamos trabalhar a tecnologia voltada ao cidadão em parcerias com a prefeituras”, afirmou.
O diretor regional da Telefônica Vivo, maior patrocinadora do evento, Marcelo Tanner, revelou que o evento acontece em um momento muito especial para o Grupo Telefônica Vivo já que passam por um processo de fusão junto a GVT, formando assim a maior empresa de telecomunicação do Brasil, atuando em 70% do Nordeste. “Isso aumenta a nossa responsabilidade e nós temos trabalhado incansavelmente para melhorar a qualidade do nosso serviço cada vez mais e nesse momento tão importante, nós tínhamos que trazer algo surpreendente para Campus e assim fizemos. Trouxemos 20 gigabites de capacidade de conexão para todos os campuseiros durante todo o evento, além disso, trouxemos games online e  impressão 3D dos rostos dos participantes”, disse.
Ele acrescentou que a velocidade disponibilizada no evento é suficiente para abastecer uma cidade com até 1 milhão de habitantes, o que representa a capital de Aracajú (SE). Todo esse sistema de banda larga da internet fica armazenado no ovni, considerado o coração da Campus, sediado no Centro de Convenções, de Recife. Thomas Macedo, engenheiro de tecnologia, declarou que o processo de montagem do espaço levou cerca de 10 dias para ficar pronto e contou com a colaboração de 200 pessoas que estavam orientadas por um planejamento realizado há 3 meses. A central é capaz de impedir ataques de hackres internos e externos que queiram invadir os servidores da Campus.

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Para Roseane Amorim, secretária de Empreendedorismo e Desenvolvimento da Prefeitura Municipal de Recife, o ecossistema tecnológico implantado no evento gera uma referência para todo o país com novos esforços em empresas que apostam em tecnologia. Já a secretária de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado do Pernambuco, Lúcia de Melo, declarou que tem lutado pelo desenvolvimento econômico de toda região Nordeste e para isso é preciso fortalecer a cultura da informação e conhecimentos tecnológicos.
“Esse é um evento não é somente de Recife, mas certamente de todos os lugares do país e nós temos condições de avançar cada vez mais, pois as pessoas precisam entender o que significa e a potencialidade da conectividade é preciso criar coisas inimagináveis”, considerou.  A secretaria acredita que o mais importante do evento é o fortalecimento do conhecimento sobre a geração de negócios e empreendedorismo.
“Entre a ideia a startup é muito difícil, mas entre a startup e o mercado é mais complexo ainda e para nós que acompanhamos essa trajetória temos que criar condições de que esse negócio seja conhecido pelo público e tenha um bom investidor. Nós temos aqui uma geração que vai reformular toda atividade econômica, produtiva do mundo”, disse.
Durante toda a programação, o futuro e todas as suas potencialidades foram alvos de discussões. Como a palestra do publicitário Dado Schneider, intitulada Muda 2.0, em que ele não fala por 45 min e logo depois começa a se comunicar, através de sensores. A palestra trata de trabalho, carreira, futuro e muitas dicas para quem quer se dar bem no futuro.
Participaram ainda, nomes como o artista plástico  ciborgue Neil, que possui acromatopsia, uma condição que só lhe permite ver tons na escala cinza. Ele desenvolveu um aparato cerebral que lhe permite “ouvir” as cores em seu cérebro. E a brasileira Lorrana Scarpioni, de 24 anos, CEO do Bliive, escolhida um dos 10 brasileiros mais inovadores com menos de 35 anos pelo MIT nos EUA.

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#CPRecife4 tem foco para empreendedorismo
A edição Recife da Campus Party teve foco especial para o empreendedorismo, aproveitando a vocação da cidade e seu habitat de empresas de TI (Tecnologia da Informação) e economia criativa com objetivo de promover empresas de base tecnológica e teve como diferencial a Maratona de Negócios, promovida pela  Startup 360, com mais de 150 empresas, cujo objetivo foi levar à todos que tivessem uma ideia, um esboço de protótipo, e que mesmo com um time reduzido, fosse empreendedor.
Foi apresentado um  programa com várias atividades voltadas ao empreendedorismo para impulsionar a indústria de TI nacional, estimulando a criação de aplicativos e serviços úteis, convertendo ideias de empreendedores em negócios operantes no mercado. A maratona contou com os temas: Empreendimento Social, Economia Criativa, Educação, Tecnologia/Cultura Digital e Cidades Inteligentes.
O presidente nacional da Campus, Marcelo Zenga, declarou que o evento trouxe  como novidade a área de simuladores de última geração de Fórmula 1, aviões e cabines 3D, mas declarou que a maratona é motivo de muito orgulho para os idealizadores do evento. “A gente fica sempre muito feliz quando encontra alguém que nos diz que a história da sua empresa mudou a partir da Campus Party. Esse é o nosso grande legado”, ponderou.
Essas empresas apresentaram seus serviços e produtos, na intenção de estabelecer contatos e encontrar parceiros e financiadores. Essas empresas, que atuam em vários segmentos, passaram por uma curadoria que levou em consideração o potencial de mercado, as capacidades de seus empreendedores e o modelo de negócio.

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Participantes buscam troca de experiências
A Campus Party Recife reuniu participantes do brasil inteiro que buscam aumentar suas redes de relacionamentos e trocar experiências na área de tecnologia, games e empreendedorismo. É o caso do estudante de engenharia mecatrônica, Hudson César, de 25 anos e participa do evento pela terceira vez, e que tem planos de investir de games do setor automobilístico. “Essa é uma oportunidade de agregar novos conhecimentos com as palestras e ouvir cases de sucesso para nos incentivar a continuar estudando e nos capacitando”, afirmou.
O grupo de amigos formado pelo estudante de computação gráfica, Leonardo Nascimento, 26 anos, a design Patrícia Reges, 24 e a arquiteta Anne Caroline, 24, saíram de Caruraru (PE), para participarem pela primeira vez do evento para conhecer mais projetos na área de tecnologia avançada. “Nosso objetivo principal é fazer mais contato, pois essa é uma área que nos interessa muito e queremos adquirir mais informações”, expos Nascimento.
Já Larissa Sousa, 23 anos, estudante de Engenharia de Produção veio de Minas Gerais para a Campus buscar novos saberes sobre as questões ligadas ao empreendedorismo que é onde pretende atuar. “Esse tipo de evento é muito importante para aumentar nossos contatos com as mais diversas pessoas”, disse.

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Ministério vai usar drones na fiscalização de trabalho escravo

Agência Brasil

Cristina Indio do Brasil


A equipe de auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro terá um novo equipamento para a fiscalização no estado: a partir de agosto, eles usarão nas operações cinco aparelhos voadores não tripulados, os drones.
O chefe de Planejamento da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro, Raul Vital Brasil, disse que outro drone será doado à Polícia Rodoviária Federal. “A Polícia Rodoviária Federal é a nossa principal parceira nas operações de combate ao trabalho análogo ao de escravo. Como recebemos seis, e eles são parceiros nossos, achamos viável dar um para a Polícia Rodoviária Federal.”
Os seis drones foram comprados com parte dos R$ 3 milhões pagos pela financeira Losango, integrante do grupo financeiro HSBC, em um processo por dano moral coletivo devido à terceirização irregular de empregados. A decisão de repassar uma parcela dos recursos é do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), após a assinatura de um termo de ajustamento de conduta.
O uso de valores de multas foi possível depois de decisão da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho, em janeiro de 2009, destinando os recursos a órgãos e entidades públicas ou privadas que prestam atendimento social ou assistencial. Outra parte da indenização será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Vital Brasil destacou quatro casos de ações em que o equipamento vai permitir a ampliação das fiscalizações. Um deles será em embarcações de pesca, nas quais são registradas ocorrências de trabalho análogo ao de escravo. “Nas próximas operações de pesca, já pretendemos usar os drones.”
Outra situação é em pedreiras, onde os trabalhadores ficam concentrados em alguns locais e, quando veem as equipes de fiscalização, fogem. O uso do equipamento, nesse caso, vai ajudar a localizar os trabalhadores e verificar as condições de trabalho deles.
Nas operações na área rural também serão usados drones. “Muitas vezes, quando a fiscalização chega à fazenda, ela é muito grande e está com a porteira fechada. Com o drone, vai ser fácil localizar onde os trabalhadores estão para podermos chegar até eles”, disse Vital Brasil.
Segundo ele, a utilização do equipamento vai favorecer também as fiscalizações em grandes obras, como as que estão sendo feitas para os Jogos Olímpicos de 2016. “Com o drone vamos conseguir sobrevoar as grandes obras, ver o estágio em que estão e saber o melhor momento de agir.”
Para usar os equipamentos, sete auditores fiscais do trabalho fizeram, durante dois dias, um curso de capacitação que terminou ontem (22). Agentes da Polícia Rodoviária Federal também participaram do treinamento. Em cada drone do modelo Inspire1, haverá uma câmera que poderá fazer fotos e gravar vídeos com resolução de até 4K, considerada Ultra HD. Os voos têm duração aproximada de 20 minutos, com alcance de cerca de 2 quilômetros e 70 metros de altura.
O uso dos drones ainda não foi regulada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Por isso, nas operações da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro, inicialmente, os aparelhos serão utilizados em fase de testes. De acordo com a Anac, somente em dois casos, é permitido o uso dos drones: em aeromodelismo ou em operações experimentais. Mesmo assim, é preciso ter o certificado de autorização de voo experimental, emitido pela Anac e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

Novo site que expõe dados de brasileiros causa polêmica


Internautas estão de mãos atadas, diz especialista; só o MP pode tirar do ar site que fornece dados como endereço e nome de parentes. Semelhante ao site "Nomes Brasil" - tirado do ar em maio deste ano pelo Ministério da Justiça -, o site "Tudo sobre Todos" tem causado polêmica e indignação em todo o País. Isso porque a página fornece informações pessoais de brasileiros, como CPF, endereço e nome de familiares, a qualquer um, o que é ilegal, segundo especialista.

Qualquer internauta que acesse o site "Tudo sobre Todos" tem acesso à data de nascimento, bairro, CEP e os nomes dos vizinhos de qualquer pessoa, apenas com o nome completo do indíduo pesquisado.

"Já está virando febre esse serviço, ou melhor, esse desserviço", afirma Gisele Arantes, especialista em direito digital e sócia do escritório de advocacia Assis e Mendes. Segundo ela, a existência do site é totalmente fora da lei e ofende a privacidade dos usuários da internet.

Qualquer internauta que acesse o site "Tudo sobre Todos" tem acesso à data de nascimento, bairro, CEP e aos nomes dos vizinhos de qualquer pessoa, apenas com o nome completo do indivíduo pesquisado. É possível ainda comprar créditos para ter acesso ao CPF, endereço e nomes de parentes de qualquer pessoa.

"Para se criar qualquer tipo de cadastro que reúna informações sobre pessoas é preciso a autorização prévia das pessoas listadas", comenta Gisele. "Além disso, pedir dinheiro em um serviço ilegal é enriquecimento ilícito", afirma.

Em uma das páginas do site, o "Tudo sobre Todos" afirma que reúne apenas "informações públicas" das pessoas. Gisele argumenta que, nessa questão, está sendo confundido o termo "informações públicas" com "informações publicamente acessíveis".



Em uma busca rápida no site, a redação do Terra encontrou o registro não só de adultos, mas também de criançasFoto: BBCBrasil.com


Segundo ela, o CPF, que é um número de identificação pessoal utilizado em diversos cadastros na internet, é uma informação pessoal que pode acabar sendo encontrada. Mas, como ele não é disponibilizado a qualquer um oficialmente no site da Receita Federal, ele não é uma informação pública.

Em uma busca rápida no site, a redação do Terra encontrou o registro não só de adultos, mas também de crianças. Tais informações nas mãos erradas deixam de ser invasão de privacidade e passam a ser perigosas para a segurança dos indivíduos.

E o pior é que os internautas estão de mãos atadas. Perguntada sobre o que pode ser feito por alguém que tem o nome registrado no site e quer retirá-lo, Gisele foi direta: "Infelizmente, nada".

"Primeiro porque uma pessoa só não pode promover nenhum tipo de ação jurídica para remover o site, porque ele está atingindo um direito coletivo. É necessária a ação do Ministério Público (MP)", explica.

"Esse é um problema do Marco Civil da internet", diz a especialistaFoto: Computador (Thinkstock)

Às pessoas físicas, há apenas a possibilidade de entrar com uma denúncia no MP para reforçar um pedido de ação contra a página. É possível enviar uma denúncia pelo e-mail: crime.internet@dpf.gov.br.

Como o site afirma estar hospedado fora do Brasil - em servidores franceses -, o MP terá que passar por um procedimento jurídico muito burocrático, caro e demorado, caso não consiga um acordo com o provedor. "É a carta rogatória ( instrumento jurídico de cooperação entre dois países) , que deve demorar cerca de dois anos para dar resultado", conta Gisele.

"Ainda que uma pessoa física queira resolver individualmente, ela teria que conseguir a tal carta rogatória, gastar uma fortuna com isso, tempo e só conseguiria tirar o próprio nome do site", explica.

"Esse é um problema do Marco Civil da internet. Esqueceu-se de criar um canal eficaz entre o Brasil e esse serviço lá fora. Tudo ainda é feito de forma burocrática", conclui a especialista, que acredita que o MP vai atuar na remoção do site, assim como foi feito com o "Nomes Brasil".